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O que realmente se vê no Exército de Terracota
Três fossos, um salão dos carros de bronze e um túmulo interdito.
A disposição do sítio arqueológico
O Exército de Terracota não é uma sala única com estátuas, mas sim um vasto sítio arqueológico composto por três fossos de escavação e um pavilhão separado para os carros de bronze, tudo perto do túmulo ainda selado do primeiro imperador. Saber esta configuração com antecedência ajuda: circula-se entre espaços distintos, de escala e estado muito diferentes, não se percorre uma exposição contínua, e cada um tem algo de particular para oferecer.
Fosso 1 — a imagem icónica
O Fosso 1 é aquele que todos imaginam: um enorme salão coberto com longas fileiras de infantaria e carros de guerra em formação, estendendo-se em filas. É o maior e mais completo dos fossos e proporciona a escala de cortar a respiração que tornou o Exército de Terracota famoso. A maioria dos visitantes passa aqui a maior parte do tempo, e vale a pena chegar cedo para o ver antes de a multidão engrossar.
Fossos 2 e 3
O Fosso 2 contém cavalaria, arqueiros e unidades militares mistas, estando apenas parcialmente escavado, oferecendo um vislumbre da arqueologia em curso e da variedade tática do exército. O Fosso 3, o mais pequeno, é entendido como o posto de comando — o "quartel-general" com oficiais superiores. Juntos, acrescentam profundidade ao espetáculo do Fosso 1, mostrando que isto foi concebido como um exército completo e organizado, e não apenas uma massa de figuras.
Os carros de bronze
Num pavilhão separado encontram-se dois intrincados carros de bronze a meia escala, completos com cavalos e condutores, entre os mais belos exemplos de ourivesaria da China antiga jamais descobertos. Mais pequenos e mais silenciosos do que os fossos, é fácil passar por eles à pressa, mas são genuinamente extraordinários de perto, recompensando quem os observa com calma. Muitos visitantes consideram-nos um ponto alto quando param para apreciar o artesanato.
O túmulo que não se pode visitar
O que não se vê é o túmulo do imperador propriamente dito. O monte funerário que o exército guarda permanece por escavar e fechado, uma colina relvada nas proximidades, e não uma câmara aberta. Compreender que todo o vasto exército está virado para fora para proteger um túmulo ainda selado é o que dá significado ao sítio — os guardiões são visíveis, aquilo que guardam permanece oculto.
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